Três jogos de pesca, comparados
Sentar à beira de água sem sair do sofá
Joguei três títulos de pesca da Google Play que não custam nada e são muito diferentes entre si: um simulador que reconstrói doze pesqueiros reais, um jogo pensado de raiz para funcionar sem rede e uma arcada que se percebe em trinta segundos. O quadro em baixo mostra onde diferem; as fichas explicam porquê.
Os três títulos desta edição
O quadro, antes das fichas
Se só houver tempo para uma decisão, é aqui que ela se toma. As três linhas resumem aquilo que separa os títulos na prática: o grau de simulação, o que acontece quando o telemóvel fica sem rede e quanto tempo pede cada partida.
| Jogo | Abordagem | Cenários | Partida típica | Funciona offline | Estrelas na Play |
|---|---|---|---|---|---|
| Ultimate Fishing Simulator | Simulação exigente, em primeira pessoa | Doze pesqueiros reais, de Varsóvia a Otava | 30–45 min | Parcial — provas exigem rede | 4,7 em 5 |
| Fishing Baron | Simulação acessível, três técnicas | Dezenas de pontos, de lagos a ilhas | 17 min por torneio | Sim, foi feito para isso | 4,4 em 5 |
| Fishing Master | Arcada 3D de controlo simples | Key West, Amazónia, Pacífico | 5–10 min | Parcial — a classificação exige rede | 3,8 em 5 |
As durações são as das minhas partidas, medidas num telemóvel de gama média. As estrelas foram lidas na loja portuguesa da Google Play e mudam ao longo do tempo — servem para comparar as três fichas entre si, não como número definitivo. O Fishing Master é o mais fraco dos três nesse indicador e está aqui na mesma: a arcada tem lugar próprio.
As fichas, linha a linha
Três fichas, uma por linha. A primeira é a escolha da edição; as outras seguem pela ordem do tempo que passei com cada uma. Nenhum dos títulos tem custo na Google Play e todos correm em telemóveis de gama média.
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Escolha da edição
Ultimate Fishing Simulator
O mais completo do conjunto. São doze pesqueiros construídos a partir de sítios reais — há água de cidade, com prédios ao fundo, e há albufeiras onde não se vê ninguém — e um equipamento que se afina peça a peça antes de cada saída. O sonar de mão muda a forma de jogar: passa-se a procurar o peixe em vez de esperar por ele.
Reservas: pesa mais do que os outros dois na bateria, e as provas contra outros pescadores precisam de ligação.
O jogo mostra a espécie e a medida a cada recolha — foi assim que aprendi a distinguir metade delas. -
Fishing Baron
O único do conjunto pensado de raiz para funcionar sem rede, e nota-se: os torneios duram dezassete minutos, ficam guardados no telemóvel e continuam de onde pararam quando se volta. Há três técnicas — feeder, boia e spinning — e a isca, a profundidade, a hora e o ponto do lançamento mudam mesmo o que morde.
Reservas: os menus são muitos e o primeiro dia passa-se a percorrê-los; a interface é a mais datada dos três.
O mesmo lago muda de cor conforme a hora — e o que morde muda com ele. -
Fishing Master
A arcada do conjunto: lança-se com um toque, recolhe-se com outro e em cinco minutos já se percorreu meio Pacífico. Os cenários são exagerados de propósito e há mais de cem espécies para ir descobrindo. É o que dou a quem nunca pegou num jogo destes — e o que fecho primeiro quando quero mesmo pescar.
Caiaque no Amazonas: cenário exagerado, controlo de um dedo só.
Perguntas que me chegam
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O Fishing Baron foi pensado para isso, incluindo os torneios de dezassete minutos, que ficam guardados no telemóvel. O Ultimate Fishing Simulator e o Fishing Master abrem sem rede, mas as tabelas de classificação e as provas contra outros pescadores ficam de fora — está assinalado no quadro comparativo.
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Não. Os três estavam sem custo na loja portuguesa quando escrevi as fichas. Todos incluem conteúdos opcionais dentro da aplicação e dois deles mostram publicidade entre partidas; quando isso pesou na experiência, está dito na linha de reservas da ficha.
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Não. As estrelas e o número de avaliações são citados tal como aparecem na loja portuguesa da Google Play, e por isso um dos títulos aparece com 3,8. A minha apreciação está no texto da ficha e na linha de reservas, que é onde digo o que não gostei.
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Matilde Costa, a título individual, a partir de Lisboa. Não há sociedade, não há equipa e não há registo de utilizadores: o sítio é um conjunto de páginas estáticas, sem formulários e sem recolha de dados através da navegação.
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